18 Dez 2009 - por PreSalt.com - Fonte: Agência Petrobras
Petrobras, BG Group, Repsol e Galp Energia, parceiras na joint venture que tem por objetivo a construção de uma unidade de liquefação de gás natural embarcada (GNLE) para aproveitamento do gás natural do pré-sal, assinaram nesta sexta-feira (18/12) os contratos com as empresas vencedoras da licitação para desenvolvimento dos FEEDs (Front End Engineering and design) relativos à unidade de liquefação.
As empresas vencedoras da licitação foram a Saipem (Itália) e os consórcios SBM (Suíça)/Chiyoda (Japão) e Technip (França)/JGC (Japão)/Modec (Japão). A licitação, na modalidade convite internacional, foi aberta em agosto deste ano e as propostas entregues em outubro.
“Hoje é um dia extremamente importante para o nosso país, para a Petrobras e para as empresas que fazem parte desse trabalho pioneiro”, disse a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster. “Diferente de outras iniciativas no mundo, o nosso já tem endereço (os campos do cluster do pré-sal BMS-9 e BMS-11) e data para inicio da operação no mar, não é um projeto genérico”, comparou o gerente geral de Desenvolvimento e Implantação de Projetos de GNL da Petrobras, Antonio Luiz Fernandes dos Santos. Ele detalhou a definição de FEEDs. “Trata-se do conjunto de documentos técnicos para realização da estimativa de custos do empreendimento, com precisão adequada para a realização de estudo de viabilidade técnica e econômica, que ocorrerá em março de 2011”, explicou o engenheiro, ressaltando que o gás, para se transformar em líquido, deve ser exposto a uma temperatura de 162°C negativos .
Com experiência reconhecida na construção de FPSOs (unidades flutuantes de produção, estocagem e escoamento de petróleo e gás) e de plantas de GNL, os grupos contratados têm prazo até 16 de dezembro de 2010 para desenvolvimento dos FEEDs, que serão realizados em paralelo. O objetivo é promover a competição entre os fornecedores, contribuindo para reduzir os custos de implantação da unidade. “Vamos receber essas três propostas e analisá-las, considerando exequibilidade, segurança, flexibilidade e viabilidade econômica. A Engenharia da Petrobras vai, então, receber esses três projetos competidores, somar os itens e as linhas, e ver qual deles sairá a custo menor, exequível e seguro”, explicou Graça Foster.
Em 2011, a partir da análise de viabilidade técnica e econômica dos FEEDs que serão apresentados e de outras soluções alternativas, como a instalação de gasodutos submarinos, será decidida a melhor opção para escoamento do gás do Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos.
Uma vez que a implantação de uma unidade de liquefação embarcada seja escolhida como a alternativa mais viável técnica e economicamente, nova licitação será aberta para escolher entre os três grupos que desenvolverão os FEEDs qual será responsável pela construção e operação do empreendimento, cuja conclusão é planejada para julho de 2015.
O gerente executivo de Exploração e Produção do pré-sal, José Miranda Formigli, falou da importância do GNL para o setor: “O setor de gás traz em si a questão da disponibilidade de mercado para seu consumo, sua alocação. Nesse aspecto, o gás natural liquefeito é uma solução extremamente importante para que a gente tenha uma continuidade operacional offshore com uma garantia de mercado para esse produto, não apenas para a Petrobras, mas para seus sócios”.
Ineditismo
Projeto inédito no mundo, a unidade de liquefação de gás natural embarcada (GNLE), operará nos blocos BM-S-9 e BM-S-11 do Pólo Pré-sal da Bacia de Santos, localizado a uma distância de cerca de 300 km da costa brasileira. A unidade será instalada próxima às unidades flutuantes de produção, estocagem e escoamento (FPSOs) de petróleo e gás e receberá até 14 milhões de m³/dia de gás associado, executando seu processamento e liquefação.
Na unidade GNLE, também será feito o armazenamento e a transferência dos produtos processados (GNL, propano e butano) para navios que farão o transporte até o mercado consumidor. No caso do GNL, o produto será entregue em terminais de regaseificação, onde o gás natural é transformado do estado líquido para o gasoso e, finalmente, injetado na malha de gasodutos. No Brasil, os terminais de regaseificação de GNL da Petrobras estão instalados em Pecém (CE) e na Baía de Guanabara (RJ).
A Petrobras tem 51,1% da joint venture para desenvolvimento dos FEEDs com objetivo de construir a unidade de GNLE. As três parceiras (BG, Repsol e Galp Energia) dividem igualmente 48,9%, ficando cada uma delas com participação de 16,3%. Essas empresas são sócias nos blocos BM-S-9 (Petrobras, BG Group e Repsol) e BM-S-11 (Petrobras, BG Group e Galp Energia). Juntas, compartilharão recursos e competências para o desenvolvimento e implantação deste projeto inovador.
Estratégico para a Petrobras e para as empresas parceiras, o projeto GNLE permitirá monetizar as reservas de gás no Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos, garantindo flexibilidade para atendimento ao mercado interno e a possibilidade de exportação no mercado de curto prazo (spot) em períodos de demanda reduzida no segmento termelétrico no Brasil.
Neste Artigo:
Petrobras (Bovespa: PETR3/PETR4, NYSE: PBR / PBRA, Latibex: XPBR / XPBRA, BCBA: APBR / APBRA)
BG Group (LON:BG, OTC:BRGYY, PINK:BRGYY, PINK:BRGXF)
Repsol (MCE:REP, NYSE:REP, LI:OJGE, PINK:REPYP, ETR:REPA,NYSE:REP-A, ETR:REP, FRA:REPA, FRA:REP)
Galp Enegia (ELI:GALP, PINK:GLPEF, PINK:GLPEY, LI:0B67, ETR:GZ5, FRA:GZ5)
SAIPEM (BIT:SPM, BIT:SPMR, PINK:SAPMY, ETR:SPE, PINK:SAPME, PINK:SAPFF, OTC:SAPMY, FRA:SPE)
Chiyoda (TYO:6366, TYO:8185, TYO:6915, PINK:CHYCY, PINK:CHYCF)
Technip (EPA:TEC, OTC:TKPPY, ETR:THP, PINK:TNHPF, LI:0IEB, FRA:THP, PINK:TKPPY)
JGC (TYO:1963, PINK:JGCCF)
MODEC (TYO:6269, PINK:MDIKF)
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